O Brasil tem criatividade e um imenso potencial humano. Ao mesmo tempo, é um dos países mais desiguais e com uma das maiores taxas de homicídio do mundo. Muitas organizações comunitárias estão trabalhando para melhorar essa situação. A partir de nosso entendimento de Educação Popular, Articulação da Sociedade Civil e da Justiça Restaurativa mobilizamos experiências criativas de diversas regiões do Brasil para fortalecer a comunidade em suas iniciativas de Instaurar Direitos e Restaurar o Justo.
São princípios da Justiça Restaurativa, promover o empoderamento, a autonomia e a corresponsabilidade por meio da participação e do diálogo entre sujeitos em situações conflitivas, para construir respostas que atendam às necessidades dos envolvidos.
A Justiça Restaurativa Comunitária foca situações coletivas injustas que causam violência. Fortalece o envolvimento da comunidade para considerar danos e restaurar relações em nível interpessoal, institucional e social com o propósito de diminuir as injustiças estruturais.
A partir de uma perspectiva comunitária e apoiada na educação e mobilização popular, trabalhamos para transformar as desigualdades e a violência de classe, gênero e raça. O justo só pode se afirmar na medida em que, contribui para a diminuição das desigualdades e para o fortalecimento das identidades sociais dos que estão à margem. Nesse sentido, a Justiça Restaurativa Comunitária questiona e transforma os discursos dominantes, a ausência de Direitos Sociais e a violência do Estado.
Este Fórum deseja aprofundar reflexões e experiências locais e nacionais de ativistas de movimentos comunitários e sociais, igrejas, pastorais, operadores do direito e institutos de pesquisa para elaborar sínteses e questões que impulsionam a Justiça Restaurativa Comunitária no Brasil.

Inscrições Abertas para participantes com vagas limitadas

Estamos muito felizes com sua participação no Fórum de Justiça Restaurativa Comunitária no Brasil.Para que possamos acolher da melhor maneira possível todos e todas, contamos com a contribuição de uma taxa mínima de inscrição no valor de R$65 (inclui dois cafés e dois almoços). Após preencher o formulário de inscrição, você deve realizar o depósito no Banco Bradesco, Agência 1432, C/C 30130-2 a favor do CNPJ 61.580.080/0001-96 com informação do CDHEP.
É necessário o envio do comprovante via e-mail para forumjrc@cdhep.org.br ou WhatsApp para (63) 98478-9532 para confirmação da inscrição.
Agradecemos a quem puder colaborar com um valor maior, uma vez que o Fórum é um espaço de colaboração e solidariedade, o que permite oferecer uma maior participação às pessoas menos favorecidas economicamente.

Se por algum motivo tiver que cancelar a sua inscrição ou estiver impedido de participar, nos reservamos o direito de aplicar a sua contribuição na organização do Fórum, não havendo a possibilidade de devolução do valor.

Recebemos dezenas de inscrições de colaboradores interessados em compartilhar suas Reflexões Teóricas e Experiências Práticas no Fórum de Justiça Restaurativa Comunitária no Brasil.
Ficamos agradecidos e nos sentimos inspirados com a criatividade e coragem presente em todas as propostas oferecidas. Apreciamos as propostas pelos seguintes critérios:

Diversidade de origens geográficas;

Equilíbrio de temáticas de engajamento (movimentos comunitários e sociais, igrejas,    pastorais, operadores do direito e institutos de pesquisa, etc….);

Foco na Justiça Restaurativa Comunitária:
       1. Situações coletivas injustas que causam violência;
       2. Envolvimento e fortalecimento da comunidade;
       3. Consideração de danos e restauração de relações (nível interpessoal, institucional e social);
       4. Diminuição de desigualdades e injustiças estruturais;
       5. Transformação da violência estrutural de classe, gênero e raça;
        6. Questionamento dos discursos dominantes, da ausência de Direitos Sociais e a violência do Estado.

Confira, abaixo, a lista do selecionados

Nome Nome da sua instituição/projeto/coletivo Nome da Exposição
Adalberto Sabino PR Tecendo Rede de Cooperação "Juntos Somos Mais"; Município de São Pedro do Paraná Projeto: Por uma Cidade Solidária
Aldemara Ferreira de Jesus PA Associação de Defesa dos Direitos Humanos e Meio Ambiente na Amazônia; Justiça e Paz e Integridade da Criação; Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais; Escola de Perdão e Reconciliação de Santarém Conflitos agrários e ambientais e os Círculos Restaurativos Comunitários com ribeirinhos, pescadores, agricultores e de Alenquer, Pará
Ana Beatriz Juvêncio Gonçalves CE Centro de Justiça Restaurativa Implementação de Centro de Justiça Restaurativa em Fortaleza
Maike Joel Vieira da Silva PA Universidade Federal do Oeste do Pará; Clínica de Justiça Restaurativa da Amazônia Justiça Restaurativa no Quilombo
Marcelo Luiz Pelizzoli PE Espaço de Diálogo e Reparação da Universidade Federal de Pernambuco; Rede de Justiça Restaurativa Pernambuco Ações da Rede JR PE - foco no sistema prisional
Nirson Medeiros da Silva Neto PA Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA Justiça Restaurativa, identidade e etnicidade, ou como restaurar o justo através do diálogo
Raul Santiago da Silva RJ Coletivo Papo Reto / Movimentos Comunicação periférica como ferramenta para garantia de direitos em territórios violentos.
Reginaldo Bombini SP Entre Nós: Assessoria, Educação e Pesquisa / Programa "E Agora José?" / Fórum de Gênero e Masculinidades do Grande ABC Crograma "E Agora José?": grupo socioeducativo de responsabilização de homens condenados pela Lei Maria da Penha
Suzane da Costa e Silva SP Companhia das Leoas Círculos restaurativos femininos intergeracionais.

Conheça o comitê gestor

Petronella M. Boonen (Nelly) – Centro de Direitos Humanos de Campo Limpo/SP
Sabrina Paroli – Centro de Direitos Humanos de Campo Limpo/SP
Luis Bravo – Centro de Direitos Humanos de Campo Limpo/SP
Joana Blaney – Centro de Direitos Humanos de Campo Limpo/SP
Gabriel Rodrigues Batista – Projeto Ciranda de Justiça Restaurativa, UFMG/ MG
Vera Lúcia Vieira – Centro de Estudos de História da América Latina, PUC/SP

Hospedagem Solidária

Esperamos receber aproximadamente 100 pessoas vindas de diversos cantos do País.
Queremos acolher todas e todos da melhor forma possível. Para isso, procuramos pessoas que possam nos ajudar, oferecendo hospedagem solidária aos convidados de outras regiões do Brasil para três ou quatro pernoites.
Se você morar no Campo Limpo, Capão Redondo ou em uma região de fácil acesso para o CDHEP, gosta de conhecer pessoas novas e tem espaço disponível para os dias 28, 29 e 30 de novembro, preencha a ficha, abaixo, e aguarde o nosso contato.
Você será nosso parceiro nessa caminhada e nos ajudará a tornar o primeiro Fórum de Justiça Restaurativa Comunitária no Brasil realizado pelo CDHEP em um evento inesquecível!

LOCAL DO EVENTO

CDHEP – Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo
Rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 180
Capão Redondo – CEP 05855-300
São Paulo / SP

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